Padeci tão tua que, por vez, não resta nada. Em passado, sim, foi como conjuguei.
Fui tua. Fui tu.
Estive tão somente marginalizada ao lado do que era apenas o teu reflexo, que a luz, a falta ou a ilusão que criou, faz-me agora desacreditar dessas verdades.
Sou hoje retalhos, não só meus.
Sou leão por ter que ser.
E bicho sou literalmente; falta-me aprender a ser homem. Mas já fui, em tempos de outrora.
Fui máquinas na revolução. Bombas em Hiroshima. Navios negreiros em terra de escravos.
Tentei ser poeta depois disso, mas meu poço não possuía tamanha fundura.
Este é o destino de quem não emite sons, Mundo: esperar que alguém encontre os seus rabiscos depois que carne for comida.
Taquipariu Amanda, que demais esse!
ResponderExcluirEssa coisa de não ser fundo o bastante pra ser poeta mas ser fundo ao ponto de querer sê-lo...